quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O TEMPO PASSOU E PASSOU

O vento sopra as cortinas empoeiradas
O tempo já passou, e passou
Firmamento em noites de outrora.

A brisa da manhã é pesada
O cigarro apagado, o copo vazio
Retratos na parede expostos a galhofas.

O entra e sai dissolvem as cinzas, no chão
O cinzeiro caído no balcão, já vazio
Marcas de mãos calejadas.

Talvez de trabalho, mas eu não estava ali
Um lenço branco em cima da mesa de bilhar
O cheiro do perfume misturava ao pó.

Concreto já velho se desmanchava
Da janela o velho via, mas não ouvia
Sentado ali, ali no alto da varanda.

Oh meu Deus! Oh meu Deus!
Foi se os homens, as putas também
Só me resta essa garrafa de vodka.

GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).


Poema extraído do livro de Antologia " O tempo não apaga" edição 2014 pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SAUDADE

Hoje resta apenas saudade contida
Tão atroz aquele nosso amor fugaz
Ainda lembro, por toda minha vida
Quem me fez feliz encontrar a paz.

Foi se o tempo que recebeste flores
Vendo, um casal deitado no jardim
Abraçados sem enganos, desamores
Enrolo-me em seu vestido de cetim.

Saudade, hoje me faz pensar em ti
Tão fiel, arisquei-me assim sabendo
Que mais tarde poderia então parti
Deixando-me de amor aqui sofrendo.

Em ternura meu amor incandescente
Mas por ti fenece a clausula em vigor
Que pudesse então parti livremente
Se encontrasse no porvi outro amor.

AUTOR: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Poema extraído do livro de Antologia " O tempo não apaga" edição 2014 pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso.

domingo, 1 de novembro de 2015

DIA DOS FINADOS

Nas mãos carrego flores que desprezaste
Trago em mim a tristeza de quem te amou
Ajoelhado no jazigo, tu jamais me amaste.
Lacrimejam os olhos que não mais te olhou.

Puseram-te entre todas num só pedestal
Vendo em ti a beleza que o corpo oferece
Recebeste hoje flores em seu memorial
De alguém que jamais e nunca te esquece.

Talvez me veja prostrado meio a sepultura
Na lápide, letras borradas que não se apagou.
E veja que não te coloquei como escultura
Mas aqui venho para demostrar meu amor.

Mesmo vetusta não hesitei meu coração
Mais o tempo não deixa assim continuar
Deixo hoje meu epitáfio a nossa canção
Pois noutro ano estarei à lhe encontrar.

GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).


Do livro de Antologia Palavras da Alma - edição 2015 - Editora Brial