sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SONETO DA ESCRAVIDÃO


Rasgue-me a pele na carne em sangue
Repele-me para longe do mal feitor
No sol corpo abatido, coração exangue
Sirva como troféu sem nenhum pudor.

Solte-me das correntes do meu destino
Que hoje possa desfrutar, pois ao de vir
Feito fera preso a lama junto o felino
Tal, como porcos abatidos sem reagir.

Faça-me incólume sem labéus pela cor
E que em estandarte ergue-se no por vi
Mostra na pele a mancha, marcas de dor.

Arranque para fora os males a quem
Hoje fenece o ódio que no coração senti
Deixo na memória, meu perdão, amém.

AUTOR: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Extraído do Livro de Antologia de poesia e prosa " Além do Horizonte" pelo Celereiro de Escritores - São Paulo SP - Editora Sucesso em 2014

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domingo, 11 de outubro de 2015

TEMPO E LUGAR


Sobre um banco com papel e caneta
Tudo aquilo que neles vem a pensar
Expressão natural espontânea da arte
Em prosa e poesia vão brincando de rimar.

Vive o que escreve viajantes da imaginação
Entre o curto espaço no ser e sentir
Nela expressa do fundo da alma
Coração acalma versos simples assim.

Sanfoneiro embola soneto com poesia
Expressa o que sente na alma do trovador
E nela acrescenta canção de boemia
Com todas as outras fazem canção de amor.

Viola chora com sonfoneiro e violão
E juntos se despedem ao anoitecer.

Autor: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS

Extraído do Livro de Antologia de poesia e prosa " Além do Horizonte" pelo Celereiro de Escritores - São Paulo SP - Editora Sucesso em 2014