domingo, 27 de dezembro de 2015

sábado, 26 de dezembro de 2015

Trova (Tema: Cachaça)

De-me uma dose e boa
Velha pinga fermentada,
Que hoje afogo-me a toa
Logo estarei na calçada.



Trova que integra o Livro em E-book, resultado do Concurso Brasil Literário 1° Antologia 100 trovas sobre  cachaça. Organização Antônio Cabral Filho- Edição: Antologia Brasil Literário - SP Rio de Janeiro - RJ 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O sítio

O sol curva diante do espetáculo
e logo se punha.

Não há flores
na manhã cinzenta de sábado.

O pasto sem cavalo e seco,
a velha casa de madeira, triste.
No telhado, um casal de pombos.

Havia sombra nas árvores envelhecidas,
cachimbava um cachimbo de fumo,
tudo ali era velho como as coisas.

O tempo deixava saudade...


© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.)


Poema "O sítio" atribuído Certificado pela participação do 24° Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos promovido pela Secretária Municipal de Cultura e pela Academia Leopoldinense de Letras e  Artes.



sábado, 5 de dezembro de 2015

PELA PÁTRIA

Hoje, quando acordei, na manhã solene
Talvez tivesse eu sonhado, talvez não
O sangue, ainda encontrava-se nas mãos
Cá entre-nos, de nada vale o orgulho
Se visto o vermelho dos inocentes inertes
A paz é só uma pomba branca na camiseta
O orgulho se desfaz, quando viro monstro
A pátria já não é tão importante, oh céus!

Nos braços, um punhado de balas, e fuzis
Sou jovem, jurei proteger minha nação
O sonho, se desfaz quando a guerra começa
Já é tarde, o sol se desfaz, e chorou outra vez
Cubro meus irmãos de terra, outra carta se vai
Pudera sentir na pela, sou vítima também
Já é noite, ainda ouço o grito dos inocentes
Pela pátria, jurei a bandeira do meu país.

© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Extraído do livro de Antologia de poesia - I Concurso Literário Internacional Justiça e Igualdade Social Edição 2014  com certificado pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso - Santos - SP

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O TEMPO PASSOU E PASSOU

O vento sopra as cortinas empoeiradas
O tempo já passou, e passou
Firmamento em noites de outrora.

A brisa da manhã é pesada
O cigarro apagado, o copo vazio
Retratos na parede expostos a galhofas.

O entra e sai dissolvem as cinzas, no chão
O cinzeiro caído no balcão, já vazio
Marcas de mãos calejadas.

Talvez de trabalho, mas eu não estava ali
Um lenço branco em cima da mesa de bilhar
O cheiro do perfume misturava ao pó.

Concreto já velho se desmanchava
Da janela o velho via, mas não ouvia
Sentado ali, ali no alto da varanda.

Oh meu Deus! Oh meu Deus!
Foi se os homens, as putas também
Só me resta essa garrafa de vodka.

GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).


Poema extraído do livro de Antologia " O tempo não apaga" edição 2014 pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SAUDADE

Hoje resta apenas saudade contida
Tão atroz aquele nosso amor fugaz
Ainda lembro, por toda minha vida
Quem me fez feliz encontrar a paz.

Foi se o tempo que recebeste flores
Vendo, um casal deitado no jardim
Abraçados sem enganos, desamores
Enrolo-me em seu vestido de cetim.

Saudade, hoje me faz pensar em ti
Tão fiel, arisquei-me assim sabendo
Que mais tarde poderia então parti
Deixando-me de amor aqui sofrendo.

Em ternura meu amor incandescente
Mas por ti fenece a clausula em vigor
Que pudesse então parti livremente
Se encontrasse no porvi outro amor.

AUTOR: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Poema extraído do livro de Antologia " O tempo não apaga" edição 2014 pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso.

domingo, 1 de novembro de 2015

DIA DOS FINADOS

Nas mãos carrego flores que desprezaste
Trago em mim a tristeza de quem te amou
Ajoelhado no jazigo, tu jamais me amaste.
Lacrimejam os olhos que não mais te olhou.

Puseram-te entre todas num só pedestal
Vendo em ti a beleza que o corpo oferece
Recebeste hoje flores em seu memorial
De alguém que jamais e nunca te esquece.

Talvez me veja prostrado meio a sepultura
Na lápide, letras borradas que não se apagou.
E veja que não te coloquei como escultura
Mas aqui venho para demostrar meu amor.

Mesmo vetusta não hesitei meu coração
Mais o tempo não deixa assim continuar
Deixo hoje meu epitáfio a nossa canção
Pois noutro ano estarei à lhe encontrar.

GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).


Do livro de Antologia Palavras da Alma - edição 2015 - Editora Brial

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SONETO DA ESCRAVIDÃO


Rasgue-me a pele na carne em sangue
Repele-me para longe do mal feitor
No sol corpo abatido, coração exangue
Sirva como troféu sem nenhum pudor.

Solte-me das correntes do meu destino
Que hoje possa desfrutar, pois ao de vir
Feito fera preso a lama junto o felino
Tal, como porcos abatidos sem reagir.

Faça-me incólume sem labéus pela cor
E que em estandarte ergue-se no por vi
Mostra na pele a mancha, marcas de dor.

Arranque para fora os males a quem
Hoje fenece o ódio que no coração senti
Deixo na memória, meu perdão, amém.

AUTOR: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Extraído do Livro de Antologia de poesia e prosa " Além do Horizonte" pelo Celereiro de Escritores - São Paulo SP - Editora Sucesso em 2014

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=5235593

domingo, 11 de outubro de 2015

TEMPO E LUGAR


Sobre um banco com papel e caneta
Tudo aquilo que neles vem a pensar
Expressão natural espontânea da arte
Em prosa e poesia vão brincando de rimar.

Vive o que escreve viajantes da imaginação
Entre o curto espaço no ser e sentir
Nela expressa do fundo da alma
Coração acalma versos simples assim.

Sanfoneiro embola soneto com poesia
Expressa o que sente na alma do trovador
E nela acrescenta canção de boemia
Com todas as outras fazem canção de amor.

Viola chora com sonfoneiro e violão
E juntos se despedem ao anoitecer.

Autor: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS

Extraído do Livro de Antologia de poesia e prosa " Além do Horizonte" pelo Celereiro de Escritores - São Paulo SP - Editora Sucesso em 2014

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LIVRE PARA AMAR

SONETO INGLÊS - LIVRE PARA AMAR


Infelizmente é triste, nossa paixão se acabou
Hoje só amizade existe, até que muito durou
Queria levar para sempre, pena, foi ilusão
Achei que amei de verdade, mas era só paixão.

Demonstrei todo o amor, doei-me sem ter resposta
Recebi beijos e abraços, deixou em ti incógnita
Não quiseste se entregar com medo de sofrer
Por sofrer desamores, medo de outra vez padecer.

Resta-me saudade contida, teve que ser assim
Dantes eu também sofrer, doei de mais para mim
Hoje grandes amigos, melhor sem decepção
Jamais volto a me entregar a essa outra paixão.

Guardo meus sentimentos onde sucumbiu a dor
Lacro meu coração, hoje com medo do amor.

© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).  Copyright . Todos os direitos reservados

Soneto extraido do livro solidário (Letras da Lagoa de Óbidos - Edição 2014- Editora Miká Penha) - Portugal

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

LUZ NO OLHAR


Luz no olhar

Menina dos olhos brilhantes
Olhar que desperta o sol
Tão linda eu vejo distante
Manhã linda sobre o lençol.

Por que partiste assim
O coração vazio deixou
Tiraste um pedaço de mim
O sol da manhã se acabou.

Ó lua traz ela para mim
E diga ao sol para voltar
Aguardo no porto a chegada
Para o sol voltar a iluminar.

© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Veja o poema no vídeo > https://youtu.be/vdPSmIYxVGA


Do livro de Antologia Palavras da Alma - edição 2015 onde contém 4 poemas de cada poeta- Editora  Brial - Portugal.
Participam 21 AUTORES Residentes em varios Países do Mundo. a qual participam 21 AUTORES Residentes em varios Países do Mundo.

domingo, 30 de agosto de 2015

O grupo de Poesias no Face book "Poetas que Choram e Amam" realizou o 1° Concurso de Poesia Criatividade  no dia 29/08/2015 para Poetas e Poetisas em âmbito Nacional e Internacional.

Resultado do 1° Concurso de Poesia Criatividade Poetas que Choram e Amam para Poetas e Poetisas atribuídos Certificados e Menção honrosa.

CERTIFICADOS

"POESIAS"                                   "POETAS"

SEXTINA (Acordes)                     LACE LUIZA
E tu ?                                              LUCIANA NOBRE
Sentimentos e poesia                  EDILSON MOCUMBI
O Monstro                                     MARY HORTA
Te cortas                                        MARCOS MARTINS
Análise crítica                               ROGÉRIO DIAS DESIDÉRIO
Eterna                                             CLAUDIA HOSBACH
Coração em leilão                        GINERALDO ADÃO CIENTISTA
Residíreis                                       MEIRE PEROLA SANTOS



MENÇÃO HONROSA

POESIAS                                           POETAS

O amor de Deus                              ANA MARGARIDA D'ASSIS
Belos                                                  MARIZE RODRIGUES UKWAKUSOMA
A verdade Verdadeira                    FÉLIX COSSA
Vida viva                                           EMÍLIA GUERRRA
Chuva Fria                                        SODRAN VASIL
Leyde Poética                                   LUCIANA BIANCHINI
Ausência do amor                           ELISABETE LEITE
UM PC "DOENTE" QUE CHATEAÇÃO!!! -  CLARA COSTA
Encontro especial                            MARIA DE LURDES CUNHA
Menu da vida                                    EUGÉNIO MOURÃO
ANA JOVITA                                      MASSIVI SUBURBANO ODISSEIAS
Despir-te de mim                             CLÉO ALVES
Dois Perus                                         ANTONIO MONTES
Quem sou                                          FERNANDA CRUZ
Visita ao mundo                               KERON RAD
Noite Mágica                                     ISACK ALI AMADE
TAUTOCRÓSTICO                             ELISABETH GLICERIA DA CONCEIÇÃO
Nos teus braços                                HELENA MARTINS
(Sem título)                                       SUELI FRANCO


POEMA PARA COLETÂNEA EM LIVRO

Poema  "A verdade verdadeira" de Félix Cossa


(Júri)

Gerson Clayton Rodrigues Dos Santos - Poeta e Compositor


(Organização)

Presidente e Coordenador - Gerson Clayton Rodrigues dos Santos
Administração -  Filomena Gonçalves


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tautodravia



Chove 
chuva 
chata
chega
chatiei
choro!


© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).  Copyright - 2015 . Todos os direitos reservados.

Tautodravia é uma mescla de Aldravia com Tautograma, é um poema minialista criado por Gerson Clayton Rodrigues Dos Santos, composto por apenas 6 palavras diferentes e sem título onde a primeira palavra se inicia com letra Maiúscula e todas as demais letras minúsculas, incluindo ponto de exclamação na última palavra  e todos as palavras principiam com a mesma letra, é livre a quantidade de sílaba. Relembrando que não é uma frase ou um verso dividido em 6 e sim uma poesia bem construída em 6 palavras que passa algum estado de emoção presente ou passado. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PAI

Me deste um pedaço da vida
Me deste o amor de viver
Ensinou-me andar nos espinhos
Mas forte me fez ao crescer.

Homem que corre a luta
Ajuda-me a andar aonde eu vou?
Bondade de uma criança 
Coração de mãe muito amor.

Eu queria poder te ouvir
Conta-me historia da vida
O pouco tempo que tinha 
Fez-me feliz na partida.

E agora homem tornou-me
Pai a saudade me mata
Lembranças da minha infância
Um abraço acalma minha alma.

© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).  Copyright - 2015 . Todos os direitos reservados

Do livro de Antologia Palavras da Alma - edição 2015 - Portugual - Editora Brial

Entre no site e faça seu pedido
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domingo, 5 de julho de 2015

FAZ ELA VOLTAR

Na imensidão do teu olhar
Triste coração me pego a tocar
Cante passarinho livre a voar
Voe para longe, voe sem voltar.

Deixe que o vento sopre o coração
Deixe à inspiração leve a solidão
Soe violão, soe, aos acordes a sussurrar.
Faz bem longe o eco
Faz ela voltar.

Extraído livro de Antologia Palavras da Alma - Edição 2015 - Editora Brial

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© GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).